Arquitetura para Execução da Estratégia: Priorizando as Ações e Processos

Por Maurício A. Santos, ProcessMind

Todo ano os gestores das empresas analisam os resultados obtidos e discutem novas estratégias para garantir a evolução do negócio. Este processo, que pode acontecer de maneira mais ou menos informal de acordo com a cultura da empresa, gera inúmeras ideias e iniciativas a serem implementadas: lançamento de um novo produto, criação de filiais, melhoria dos processos de produção, parcerias com fornecedores, capacitação da equipe entre outras ações.

Como os recursos financeiros e humanos são limitados em qualquer negócio, o primeiro passo deve ser  planejar a implantação destas ações ao longo do ano, estabelecendo ciclos de execução factíveis. Algumas premissas ou dicas que considero importantes neste processo de planejamento são:

  1. Estabeleça ciclos de execução trimestrais ou quadrimestrais de execução. Caso uma ação seja de maior complexidade, divida a mesma em etapas para conclusão nos ciclos trimestrais. Por exemplo, o lançamento de um novo produto pode ser dividido em quatro fases: desenvolver o produto, desenvolver plano de lançamento, preparar produção e lançar produto.
  2. Defina critérios para o planejamento, como complexidade de execução, investimento necessário e resultados esperados;
  3. Procure equilibrar as ações com as pessoas da empresa, de maneira a não sobrecarregar alguma equipe nos ciclos de execução.

Tendo planejado as iniciativas estratégicas, o segundo passo é olhar para todos os processos da empresa e definir quais processos deverão ser mapeados ou revisados. Como não é possível analisar todos os processos ao longo de um ano, é preciso priorizar os mais críticos, que ajudarão a executar as estratégias planejadas. Da mesma forma, sugerimos definir ciclos trimestrais de mapeamento dos processos, com base nas mesmas premissas usadas no planejamento das ações estratégicas.

Importante que todo este processo de planejamento e priorização seja feito com o máximo possível de envolvimento dos gestores da empresa, que na prática são as pessoas responsáveis pela implantação. Da mesma forma, a alta direção deve participar ativamente do processo, homologando a arquitetura de execução da estratégia.

Por fim, um último ponto é garantir que, uma vez homologada a arquitetura, não sejam feitas alterações a todo momento, incluindo ou  retirando ações.  Minha sugestão é que as novas ideias sejam registradas e, ao final de um ciclo de execução, as mesmas sejam analisadas pela direção e incluídas ou não no novo ciclo que irá iniciar.

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