Por Maurício A. Santos, ProcessMind
A última palavra do título está em letras maiúsculas e não foi sem querer. Por mais que pareça lugar comum, o sucesso de qualquer projeto de gestão e automação de processos dependerá e muito de como ele será compreendido e aceito pela pessoas da organização. Sem o apoio dos famosos "usuários" nenhuma metodologia de mapeamento ou ferramenta de automação será capaz de fazer o programa ter sucesso. A questão é que muitas vezes isto é colocado em segundo plano…
Recentemente, assistindo uma palestra do gestor de processo do Itaú, ele comentou que a primeira coisa que se deve fazer é comprender a cultura da empresa na qual se irá realizar o projeto. Tendo este entendimento, é possível planejar a melhor abordagem de implantação (escopo e prazo), as ferramentas a serem utilizadas e a metodologia de mapeamento e implantação. Tem toda a razão.
Desde o lançamento do projeto de gestão de processos até a efetiva implantação das melhorias, a participação das pessoas que efetivamente realizam as atividades é essencial. São elas que sabem como o processo funciona hoje (AS IS) que conhecem os problemas existentes, que conhecem os "jeitinhos" utilizados para acelerar um processo. E são elas que irão continuar realizando as atividades e gerenciando os processos após todas as implantações.
Tendo isto em mente, é importante que o projeto seja planejado de forma a preparar as pessoas para serem os gestores dos processos nos quais participam, efetivamente comprometidos com os resultados dos mesmos. Isto pressupõe colocar uma velocidade no projeto compatível com a capacidade de absorção e tempo disponível das pessoas. Sendo esta uma mudança de cultura grande na empresa, não adianta querer espremer os prazos do projeto para que os resultados apareçam logo.
Continuo achando que a melhor abordagem é programar ciclos de mapeamento e de automação dos processos, priorizando os que podem gerar mais impacto e benefício ao negócio. Com o sucesso das primeiras implantações, rapidamente as pessoas vão acreditar no projeto garantindo sua continuidade.
Lógico, uma boa metodologia de gestão e a seleção da ferramenta de automação mais adequada às empresas são essenciais. Mas lembre-se: a melhor metodologia de mapeamento de processos é aquela que as pessoas acreditam e colaboram. E a melhor ferramenta de automação é aquela que elas usam efetivamente.
Bom trabalho. E boa gestão de PESSOAS, Processos e Tecnologia.
Junho 21, 2006 às 2:36 pm
Acho que pessoas, como foi muito bem colocado no artigo, são realmente essenciais para o sucesso de um trabalho de automação de processos, pois eles são originados do trabalho e das necessidades de pessoas. E tecnologia segue basicamente a mesma lógica: esta deve servir aos propósitos de processos e de pessoas, criando assim uma orientação de todos os recursos aos objetivos da empresa. Gostaria de salientar assim a importância das pessoas que exercem funções de liderança e que devem portanto serem as portadoras da “boa nova”, dos benefícios que a automação trará para a organização e para cada indivíduo, aumentando a eficiência de cada atividade exercida, melhorando resultados e evidenciando a necessidade de melhorias. Estas pessoas (os líderes) se tornariam portanto pessoas-chave para o sucesso de uma empreitada deste tipo ao exercerem o papel de divulgadores dos novos procedimentos, formadores de opinião ou exemplos a serem seguidos.
Julho 2, 2006 às 6:15 pm
Realmente o foco de qualquer sistema deve a parte humana. No caso de softwares BMPS, considere esta a parte essencial. Também não se pode esquecer o foco no sistema de gestão. Neste caso, ao se conderar ambos os focos os softwares de BMP (BPMS) ainda deixam muito a desejar. Comsiderando o esta da arte destes produtos o desafio de qq equipe de avaliação deste tipo de software é encontrar no mercado um produto que suporte a operacionalização das interfaces para a interação humana e intereção com o sistema. Desse modo, acredito que o maior desafio dos proximos 2 ou 3 anos para os desenvolvedores de softwares BPMS seja oferecer um produto com suporte eficiente p/ambos interfaces – Saulo Barbará
Outubro 19, 2006 às 2:43 pm
é estou de acordo com o citado acima, acho que o principal problema na implementação de uma ferramenta de gestão por processos é fazer com que os colaboradores entendam que não é a tecnologia que vai tomar o lugar do ser humano, mas ao contrario as ferramentas de BPMS são uma dadiva para pôr o homem no centro da gestão da empresa, e isso não muito claro quando visitamos alguns sites de empresas oferecendo soluções de gestão por processos, porém encontrei em un site francês muitas informações e uma linguagem de facil compreenção que me convenceu, pois nesse site eles falam ‘de l’homme au centre du processus” ou seja o homem no centro ou élémento central dos processos, além do que eu pude fazer um teste on line do BPMS deles e posso dizer é formidavel simples, gostei mesmo, quizera que os sites brasileiros fossem claros como esse, assim avançariamos mais rapido nesse tema. Para os curiosos o site é : http://www.w4global.com
att
domenico
Fevereiro 21, 2007 às 9:25 pm
[...] Gestão de Processos, Tecnologia e PESSOAS, por Maurício A. Santos, ProcessMind, 30 de maio de 2006, no blog The BPM Experience — Conceitos, idéias e insights sobre Business Process Management. [...]
Abril 8, 2008 às 1:27 pm
Olà faz tempo que não tinha entrado por aqui, espero que todos teham avançado nos seus respectivos projetos. Para completar o dito acima o site que eu propus esta disponivel em português! http://www.w4.eu/br e descobri que essa empresa esta vindo se fixar no brasil, o que sera uma oportunidade para a minha empresa de por em pratica o nosso projeto utilizando a technologia, desculpem o entusiamo mas acho essa solução boa mesmo sem contar que estive na frança para participar de um dos seminairos poroeles fornecidos e descubri um montao de coisas, e pelo que vi e escutei por là a discussão naquele pais não é mais no sentido dos processos de negocio mas na maneira de desenvolver plataformas completas que integrem todas as capas do sistemas de informação. Se interessar posso fazer um artigo para comentar o que vi na Europa durante minha turnê.
Abraço