Por Luis Bender, ProcessMind
Freqüentemente tenho visto manifestações de profissionais buscando o que poderia chamar de “o pensamento único em BPM”. São pessoas procurando identificar qual é “A” metodologia, qual é “O” autor, qual é “A” certificação profissional, qual é “A” associação profissional de BPM que serviriam de referência para sua vida profissional.
Uma das características que contribuem para que BPM seja uma disciplina de gestão e tecnologia tão importante no contexto atual de negócios é exatamente sua diversidade. E essa diversidade gera inovação. Hoje existe um grande número de autores, consultores, métodos, notações e ferramentas diferentes, o que só contribui para a evolução de BPM e sua disseminação. Considero um equívoco a busca pelo pensamento único. Um grande equívoco. Ele não existe hoje em BPM e muito provavelmente nunca existirá. A própria busca em si já contribui para o empobrecimento das idéias.
Em outros cenários já foi observado esse movimento que, após alguns anos, começou a ser questionado e cedeu espaço para novas idéias e evoluiu. Um exemplo é na área de engenharia de software. Até uma década atrás, seria considerado amador quem não seguisse o modelo definido pelo Carnegie Mellon Software Engineering Institute (SEI). Após anos e anos de projetos de software mal sucedidos, uma nova linha de pensamento foi se consolidando com muitas inovações e uma nova dinâmica foi ganhando força nos processos de desenvolvimento de software. Os denominados métodos ágeis (Scrum, XP, etc) são hoje uma realidade em diversas empresas e responsáveis até certo ponto pela volta da confiança na própria atividade de desenvolver software.
Enfim, acredito que todos temos a ganhar com diversidade e inovação constante em BPM.