Alinhamento Estratégia e Processos 5 – Indicadores de Desempenho

Por Mauricio A. Santos, ProcessMind

Finalizando a série de posts relacionados ao alinhamento entre Estratégia e Processos, gostaria de abordar talvez o  ponto mais importante e crítico deste assunto: porque, por quem, como e quando fazer a gestão sobre o desempenho dos processos corporativos de forma integrada com a análise crítica dos indicadores de desempenho definidos para gerenciar o andamento da estratégia definida para o negócio.

PORQUE gerenciar o desempenho de processos e estratégia ?

Uma das etapas do planejamento estratégico consiste em definir uma cesta equilibrada de indicadores de desempenho, que ajudem a alta direção a analisar se os objetivos estratégicos estão sendo atingidos. Estes indicadores, em sua maioria, medem o resultado final da performance do negócio e, se bem definidos, não devem passar de 15 a 20 indicadores, suficientes para uma boa análise. Por outro lado, a  análise da performance de cada um dos processos de negócio, através de seus respectivos indicadores, ajuda a mostrar o esforço que está sendo feito para alcançar as estratégias definidas. O bom desempenho dos processos direciona  para o que chamamos de Excelência Operacional Empresarial, sendo assim um importante direcionador para o sucesso da estratégia.

POR QUEM devem ser medidos, analisados e validados os indicadores ?

A medição e análise dos indicadores de desempenho dos processos é dos respectivos gestores e sua equipe, que devem analisar as causas de não conformidades e identificar ações de melhoria ou correção para o processo. A responsabilidade sobre os indicadores estratégicos normalmente recai sobre uma equipe diretamente ligada a alta direção, que auxilia em  todo o processo de planejamento estratégico. O ideal é que haja uma governança conjunta sobre todos estes indicadores (por exemplo um comitê de excelência estratégica, como mencionado em post anterior) que alinha a análise de todos.

COMO analisar os indicadores de desempenho ?

O indicador de desempenho mostra o resultado final de um processo ou objetivo, isto é, mede o que já aconteceu. O importante no processo de medição é analisar os desdobramentos deste indicador  (por exemplo se verificamos a taxa de conversão de propostas do processo comercial, precisamos analisar esta taxa de conversão por tipo de produto ou linha de negócio), bem como analisar dados que meçam o esforço para atinigir o resultado (por exemplo, quantas visitas comerciais foram feitas). Destas análises, o gestor responsável já deve procurar identificar as ações a serem tomadas para melhoria do indicador no próximo período.

QUANDO analisar os indicadores ?

Em se tratando de indicadores de resultado, o ideal é que mensalmente seja feita uma reunião de análise dos indicadores de desempenho dos processos. Logicamente alguns indicadores são medidos com uma periodicidade maior (por exemplo índices de pesquisas como clima e de satisfação do cliente), mas é muito importante que haja uma disciplina da equipe responsável em estabelecer uma rotina mensal de análise dos resultados. Muitas vezes procuramos estabelecer uma data fixa para isto (toda primeira sexta feira do mês, por exemplo).

Em suma, a medição e análise de indicadores de desempenho é a atividade da Gestão que mostra o quanto todo o esforço anterior de mapeamento, análise e melhoria dos processo surtiu efeito, e o quanto contribuiu para o alcance das estratégias definidas para o negócio. Portanto, exige uma disciplina e comprometimento grandes dos gestores em realizar uma medição correta e análises detalhadas dos resultados a fim de buscar a melhoria contínua dos processos e o atingimento dos objetivos definidos.

Alinhamento Estratégia e Processos 4 – Projetos de Melhoria

Por Maurício A. Santos, ProcessMind

Continuando a série de posts visando mostrar a importância do alinhamento entre a Gestão por Processos e a Gestão da Estratégia Corporativa, um dos pontos a ser analisado é o gerenciamento da implantação das melhorias identificadas para os processos de negócio. Alguns pontos que considero importante neste alinhamento são:

1. Priorização das melhorias de processos: para cada processo de negócio analisado e mapeado, é comum serem identificadas dezenas de oportunidades de melhoria, de diferentes características e complexidade. Algumas são de rápida execução e exigem pouco esforço para sua execução. São as que costumamos denominar de “quick wins” para o processo. Outras, porém, demandam tempo e investimento para sua implantação, tornando-se pequenos projetos de melhoria. Como os recursos normalmente são limitados em uma empresa, é preciso então priorizar quais melhorias serão implementadas prioritariamente. Esta priorização por um lado passa pela análise da complexidade e investimentos necessários para execução da melhoria e por outro lado pela análise do impacto que a melhoria trará para a estratégia do negócio. Quando maior for esta contribuição, mais prioritária será sua implantação, mesmo que para isto os recursos investidos sejam maiores.

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Alinhamento Estratégia e Processos 3 – Mapeamento

Por Maurício A. Santos, ProcessMind

A análise e mapeamento de um processo é o começo de um trabalho visando a padronização e melhoria do mesmo e o estabelecimento de parâmetros para sua gestão contínua. E um dos segredos de um bom mapeamento é conseguir definir inicialmente qual a importância estratégica do processo para o negócio ou, em outras palavras, realizar o mapeamento gerencial do processo.

É comum encontrarmos iniciativas de mapeamento de processo em que os analistas já começam o trabalho pelo desenho do fluxo de atividades, sem antes se preocupar em entender o processo sob a ótica do negócio. O desenho do fluxo de atividades é importante, porém, se realizado prematuramente pode gerar um retrabalho mais para a frente.

Quando falo em entender o processo sob a ótica do negócio me refiro a analisar o planejamento estratégico corporativo e  identificar qual o impacto deste sobre o processo a ser mapeado, definindo os principais atributos estratégicos deste processo, que são:

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Vantagens e Benefícios de uma Suite para Automação de Processos

Por ProcessMind & Lecom,

ProcessMind elaborou mais um artigo em parceria com a Lecom, empresa de Comunicação Digital, dentro de uma série de posts sobre Gestão de Processos. Confira o resultado:

A prática da gestão de processos ou BPM (Business Performance Management) é uma disciplina cada vez mais presente no dia-a-dia da maioria das empresas, na busca por maior eficiência e eficácia nas atividades executadas pelos colaboradores. A utilização de ferramentas de automação dos processos (também denominadas BPMS – business process management system) é um dos grandes aliados para o alcance destes resultados.

É comum haver confusão entre as siglas BPM (prática de gestão) e BPMS (sistema). Porém, BPM está relacionado a toda atividade de análise ou melhoria orientada à processos e, como vimos no post “ Como enxergar uma empresa sob a ótica de processos? ”, é algo que contribui e muito para a orientação e os resultados das empresas. O BPMS que tratamos neste post é uma suíte de sistemas que devem ser aliados ao BPM em sua função.

Falando mais detalhadamente sobre o BPMS, ele pode ser definido como um conjunto de componentes de software complementares que funcionam de maneira integrada para suportar todo o ciclo de automação de processos, a saber:

  •  Modelagem gráfica do fluxo de trabalho;
  •  Implementação das regras e informações do processo (dados, formulários, integração etc);
  • Execução e controle do andamento do processo;
  •  Medição e análise de resultados em tempo real e após sua conclusão;
  • Otimização de processos de negócio multifuncionais, gerando um novo ciclo de evolução dos referidos processos.

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Alinhamento Estratégia e Processos 2 – Governança

Por Maurício A. Santos, ProcessMind

No primeiro post desta série, escrevi sobre a importância de se implantar o modelo de gestão por processos da empresa de maneira alinhada ao modelo de negócio elaborado durante o planejamento estratégico corporativo. Neste segundo post vou abordar como imaginamos a estrutura para se garantir uma gestão integrada e sinérgica tanto dos processos como dos objetivos estratégicos definidos.

A premissa básica desta estrutura é garantir que não haja dispersão de recursos e energia para o planejamento, coordenação e execução das principais iniciativas estratégicas definidas. Em outras palavras, fazer com que as equipes atuem de forma integrada maximizando a geração de valor para a empresa e seus clientes.

Na nossa visão esta atuação integrada envolve quatro frentes de trabalho:

  • Equipe de Gestão da Estratégica: responsável pela condução do ciclo anual de planejamento e acompanhamento da execução da estratégia, através dos seus objetivos e intervenções estratégicas;
  • Equipe de Gestão de Processos: responsável pelo planejamento anual dos projetos de mapeamento, melhoria e automação dos processos e coordenação de sua execução;
  • Equipe de Gestão de Projetos: responsável pelo planejamento, execução e controle dos projetos corporativos definidos durante o planejamento estratégico ou nas análises de de processos
  • Equipe de Automação de Processos: responsável pela execução dos projetos de automação de processos

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Como enxergar uma empresa sob a ótica de processos?

Por ProcessMind & Lecom,

A ProcessMind colaborou com um artigo para o blog da Lecom, empresa de Comunicação Digital. A Lecom está realizando uma série de posts sobre Gestão de Processos e nos convidou para compartilhar experiências sobre o assunto. Confira o resultado:

A prática de Gestão de Processos está pautada em indicadores corporativos como qualidade, produtividade, transparência, excelência no atendimento e entrega; essa forma de gestão vem sendo adotada por um número cada vez maior de empresas com o objetivo de aumentar o rendimento nas atividades e, conseqüentemente, trazer melhores resultados financeiros.

Independente do porte ou segmento, o fato de enxergar a rotina corporativa sob essa ótica se intensificou a partir da necessidade de sobrepor os objetivos globais corporativos aos interesses departamentais, auxiliando na melhoria de atividades operacionais de toda a empresa

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Alinhamento Estratégia e Processos 1 – Modelo de Gestão

Por Maurício A. Santos, ProcessMind

Nos próximos posts gostaria de falar um pouco sobre a importância do programa de gestão de processos estar alinhado ao planejamento estratégico corporativo e como isto pode ser feito. Este alinhamento deve ser feito em todas as disciplinas de gestão de processos que, na ProcessMind, dividimos em seis frentes complementares:

  1. A Definição do Modelo de Gestão por Processos
  2. A Governança do Programa de Processos
  3. A Análise e Mapeamento dos Processos
  4. A Automação da Execução dos Processos
  5. O Planejamento e Implantação das Melhorias
  6. A Gestão do Desempenho dos Processos

Neste primeiro post, vou abordar o assunto do Modelo de Gestão por Processos. O alinhamento com a estratégia deve ocorrer em dois momentos, principalmente:

  • Na definição do modelo de gestão
  • No planejamento das atividades de processos

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Implementação 3 – Treinamento, Disciplina e Comprometimento

Por Mauricio A. Santos , ProcessMind

Neste post gostaria de concluir o assunto de implantação de um novo processo após a conclusão da etapa de análise e mapeamento do mesmo. Nos posts anteriores comentei sobre a necessidade da disciplina na gestão do novo processo, que esta relacionada à implantação das melhorias e medição dos indicadores de desempenho do processo.

O terceiro desafio da implantação, e talvez o mais crítico, é garantir que as pessoas cumpram o que foi definido, ou seja, realizem as atividades do processo conforme foi desenhado e validado. Neste ponto as pessoas tem que passar a trabalhar não conforme o que elas faziam antes, mas sim de acordo com as novas regras definidas. Para que isto aconteça cito alguns pontos a serem gerenciados neste processo de mudança:

  1. Garantir que os principais key users tenham participado do processo de mapeamento, o que facilita sua absorção durante a implantação;
  2. Garantir a capacitação e divulgação do novo processo para todos os envolvidos, sem exceção, através de treinamento formal, comunicados, publicação dos documentos produzidos, entre outros meios;
  3. Garantir que a alta direção compreenda e apóie as mudanças do processo, cobrando sua execução conforme definido;
  4. Garantir que o gestor do processo acompanhe continuamente a execução do processo, identificando necessidades de ajustes e reorientando os usuários, sempre que necessário.

Implementação 2 – Analisando Indicadores

Por Mauricio Santos, ProcessMind

No post anterior falei sobre a importância de se garantir a implantação das oportunidades de melhoria identificadas durante o mapeamento de um processo, visando o sucesso na implementação do mesmo. Agora gostaria de falar sobre um segundo pilar neste processo de implementação: a medição e análise crítica dos indicadores de desempenho do processo, que muitas vezes é deixada em segundo plano, ou até mesmo esquecida pelos gestores. Para que isto não aconteça acredito que três etapas devem ser bem realizadas:

  1. Definir adequadamente os indicadores e metas, alinhando com as necessidades do negócio
  2. Obter medições confiáveis dos resultados
  3. Realizar a análise crítica com os envolvidos e alta direção
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Implementação 1 – Implantando Melhorias

Por Mauricio A. Santos, ProcessMind

Uma das maiores dificuldades que encontramos em nossos projetos de processos acontece no momento em que terminamos a etapa de mapeamento do processo e iniciamos sua implantação. Esta implantação envolve, principalmente:

  • O treinamento e acompanhamento dos usuários no novo processo definido,
  • A medição e análise dos resultados dos indicadores e
  • A implantação das melhorias identificadas durante o mapeamento.

As três atividades são importantes e passam por dificuldades na sua realização. No momento vou me ater somente a terceira, sobre as melhorias. Pela nossa experiência, durante o mapeamento de um processo razoavelmente complexo, isto é, que envolve mais de uma área para sua execução e precisa de algumas etapas para ser concluído, são identificadas em média 50 oportunidades de melhoria, sendo que este número pode chegar a quase 100 em alguns casos.

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